Revista Concreto & Construções - edição 94 - page 77

CONCRETO & Construções | Ed. 94 | Abr – Jun • 2019 | 77
u
MEV – Microscópio Eletrônico
de Varredura:
é um instrumento
utilizado para analisar as caracterís-
ticas microestruturais de materiais.
u
TDR –
Time Domain reflectometry
:
método utilizado para localizar e
caracterizar falhas em cabos metá-
licos (como, por exemplo, corrosão
em armaduras e falhas em injeção
de nata de cimento em bainhas
de proteção);
u
Determinação de teor de sulfatos
e cloretos em concreto:
identifi-
ca a concentração e penetração
de íons de sulfatos e cloretos no
concreto. Esses são mecanismos
responsáveis pela deterioração do
concreto armado que permite o iní-
cio de processo de corrosão devido
a despassivação da armadura.
4. CONCLUSÃO
Com base na compilação dos re-
sultados obtidos nos procedimentos ci-
tados neste artigo, o engenheiro pode
definir com precisão o que será neces-
sário para que a estrutura mantenha,
aumente ou reestabeleça suas condi-
ções de segurança e vida útil.
O resultado da análise pode levar
a necessidade de projetos de reforço
estrutural, contenções e fundações,
projeto e memoriais de tratamentos e
reparos estruturais, projetos de imper-
meabilização; ou mesmo, em alguns
casos, laudo técnico informando que a
estrutura se encontra em adequado es-
tado de utilização, não necessitando de
nenhuma intervenção e recomendando
um adequado plano de vistoria e
manutenção periódica.
É importante salientar que cada
ensaio citado neste artigo possui
procedimentos específicos de pre­
paração do substrato, calibrações,
medições de temperatura e umidade, e
metodologias que devem ser atendidas
para que os resultados sejam satisfató-
rios e confiáveis.
É de fundamental importância que
as análises e ensaios sejam realizados
por engenheiros e por profissionais que
tenham experiência e conhecimento
em projetos estruturais e tecnologia
do concreto.
A utilização de ensaios não destru-
tivos não anula a utilização dos ensaios
destrutivos e vice-versa. Na maioria
dos casos, esses tipos de ensaios são
realizados em conjunto, conduzindo a
uma melhoria na eficácia do processo
de análise da estrutura.
u
Tabela 4 – Escopo típico de características dielétricas de vários materiais
medidas a 100 MHz
Material
Condutividade (Sm
-1
)
Permeabilidade relativa
Ar
0
1
Asfalto seco
10
-2
: 10
-1
2-4
Asfalto úmido
10
-3
: 10
-1
6-12
Argila seca
10
-1
: 10
-0
2-6
Argila úmida
10
-1
: 10
-0
5-40
Carvão seco
10
-3
: 10
-2
3,5
Carvão úmido
10
-3
: 10
-1
8
Concreto seco
10
-3
: 10
-2
4-10
Concreto úmido
10
-2
: 10
-1
10-20
Água líquida
10
-6
: 10
-2
81
Água sólida
10
-4
: 10
-3
4
Granito seco
10
-8
: 10
-6
5
Granito úmido
10
-3
: 10
-2
7
Calcário seco
10
-8
: 10
-6
7
Calcário úmido
10
-2
: 10
-1
8
Permafrost
10
-5
: 10
-2
4-8
Rocha salina seca
10
-4
: 10
-2
4-7
Areia seca
10
-7
: 10
-3
2-6
Areia úmida
10
-3
: 10
-2
10-30
Arenito seco
10
-6
: 10
-5
2-5
Arenito úmido
10
-4
: 10
-2
5-10
Água marinha
10
2
81
Gelo marinho
10
-2
: 10
-1
4-8
Xisto seco
10
-3
: 10
-2
4-9
Xisto saturado
10
-3
: 10
-1
9-16
Neve
10
-6
: 10
-5
6-12
Solo seco
10
-2
: 10
-1
4-10
Solo úmido
10
-3
: 10
-0
10-30
Solo argiloso seco
10
-4
: 10
-3
4-10
Solo argiloso úmido
10
-2
: 10
-1
10-30
Solo arenoso seco
10
-4
: 10
-2
4-10
Solo arenoso úmido
10
-2
: 10
-1
10-30
1...,67,68,69,70,71,72,73,74,75,76 78,79,80,81,82,83,84,85,86,87,...100
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