Revista Concreto & Construções - edição 86 - page 58

58 | CONCRETO & Construções | Ed. 86 | Abr – Jun • 2017
1979, com aproximadamente 60.000
m
2
de área útil dividida em estaciona-
mento das composições, e duas ofici-
nas, a de grande reparos (OFR) e a de
pequenos reparos (OPR).
Utilizando o tipo de abóbodas Gaus-
sianas, o Centro de Manutenção repre-
senta até a presente data o maior centro
de reparos das composições do Metrô.
Com a atual expansão, atingiu seu limi-
te, e uma ampliação ou um novo centro
deverá ser construído em breve.
2.2 Estrutura da cobertura
Em uma descrição sumaria do pro-
cesso construtivo empregado, a es-
trutura da cobertura é composta por
peças de cerâmica vazadas, recober-
tas com argamassa e armaduras de
tração intercaladas nos interstícios en-
tre as peças cerâmicas. As abóbodas
são múltiplas e formam vigas-calha
entre suas ligações. Uma armadura
pré-tracionada associada a uma ma-
lha de aço é inserida sobre as peças
cerâmicas para introduzir esforços de
pré-compressão ao sistema e permitir
a criação dos vãos, sem introdução de
pilares intermediários.
2.3 Análise do Laudo inicial e
levantamento das patologias
O laudo inicial elaborado por uma
empresa de consultoria técnica levan-
tou diversas manifestações patológi-
cas nas abóbodas. Após a realização
de uma vistoria minuciosa, foi consta-
tada a necessidade de intervenções
de grande monta para prolongamento
da vida útil das estruturas. Foram ve-
rificadas as seguintes manifestações
patológicas:
1) infiltração e empoçamento de águas
pluviais, principalmente nas regiões
das calhas, com percolação de água
e formação de estalactites. A conti-
nuação dessa degradação poderia
levar a estrutura ao colapso, já que
a corrosão danifica os fios tracio-
nados localizados nas vigas-calha,
desequilibrando as forças atuantes
e inserindo tensões não previstas
inicialmente. As cascas, por pre-
missa de projeto, são em forma de
catenária e transmitem os esforços
de compressão;
2) deterioração da pintura acrílica pro-
tetora das abóbodas, que permite a
infiltração de água e umidade, oxi-
dando as armaduras e degradando
a argamassa que, por imposição do
sistema, é de pequena espessura,
com aproximadamente 3,0 cm;
3) excessiva fissuração próxima à re-
gião dos apoios, que advém da defi-
ciência de armadura nos cantos, ne-
cessária para a absorção das forças
de tração existentes. Essa fissuração
acarreta no rompimento da homoge-
neidade da argamassa, permitindo a
entrada de águas pluviais, lixiviando
a argamassa e oxidando as armadu-
ras existentes;
4) exposição de armaduras ao longo
do dorso e calhas, com sua conse-
quente deterioração da argamassa,
criando um ciclo repetitivo de corro-
são e degradação;
5) desagregação da argamassa nos in-
terstícios entre as peças cerâmicas,
pela infiltração excessiva de umidade;
u
Figura 4
Corte da colocação das
armaduras em conjunto com os
blocos cerâmicos
Fonte:
DIESTE -1987.
u
Figura 5
Montagem de cabos e malha
na abóboda autoportante
Fonte:
DIESTE -1987.
u
Figuras 6 e 7
Degradação da viga-calha e sua percolação na parte inferior
Fonte:
Autores (2017).
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