Revista Concreto & Construções - edição 86 - page 94

94 | CONCRETO & Construções | Ed. 86 | Abr – Jun • 2017
aditivos. Para os resultados de viscosi-
dade neste estudo foram utilizados os
parâmetros da máxima taxa de cisa-
lhamento aplicada no ensaio, enquan-
to que a tensão de escoamento foi
quantificada como o valor da tensão
de cisalhamento na menor taxa utiliza-
da no ensaio da etapa de desacelera-
ção. No Gráfico 2, estão apresentados
os resultados de viscosidade aparen-
te, onde o aditivo PCMV apresenta um
perfil de viscosidade mais alto quando
comparado ao aditivo PCE.
Esse é um parâmetro importante que
contribui com a diminuição da exsudação
e segregação do concreto. Já no Gráfico
3 é possível verificar que, nas doses mais
baixas de 0,1 e 0,2%, concretos comam-
bos aditivos apresentam tensão de esco-
amento iguais, porém com o aumento da
dosagem, essa tensão é diminuída para o
aditivo PCE. Isso indica que, para os en-
saios em concreto, a dosagem do PCMV
deverá ser maior, fato que realmente
foi comprovado em concreto com a
elevação da dose do aditivo PCMV
para o mesmo espalhamento de 700
mm. Mesmo assim nos ensaios em
concreto não houve exsudação com o
aditivo PCMV.
Os resultados de calorimetria iso-
térmica demonstram que não houve
diferenças entre os aditivos estudados
nas doses de 0,2 e 0,4% (Gráfico 4).
Os ensaios em concreto foram rea-
lizados conforme Tabela 2. Inicialmen-
te, a mistura foi realizada colocando-se
em betoneira de laboratório os agrega-
dos graúdos com 50% da quantidade
da água definida no desenho da mis-
tura. Posteriormente, foi adicionado o
cimento e, na sequência, as areias e o
restante da água. A dosagem do adi-
tivo PCE foi de 0,65%, enquanto que,
para o aditivo PCMV, foi de 0,70%
para atingir o espalhamento de 700
mm, procedeu-se a mistura por 8 mi-
nutos, visto que a adição do aditivo foi
feita em modo atrasado, ou seja, um
minuto após ter sido adicionada a se-
gunda metade da água. Após decor-
rido o tempo estabelecido foram ava-
liadas as propriedades do concreto no
estado fresco e moldados os cilindros
10x20cm para o ensaio de resistência
à compressão axial nas idades de 1, 7
e 28 dias.
O ensaio de espalhamento pelo
tronco de cone foi realizado com o
cone invertido e ambos os testes
apresentaram espalhamento de 700
mm. Porém, a amostra PCE apresen-
tou segregação e exsudação em va-
lores consideráveis, de acordo com a
normativa C1712-14 “
Visual Segrega-
tion Index
” e “Prática Recomendada
de CAA-Ibracon”, o valor apresentado
para a amostra PCE foi de VSI = 3, ou
seja, níveis mais altos de segregação.
u
Gráfico 4
a: Curva de fluxo de calor; b: Curva de calor acumulado para ambos aditivos
u
Figura 5
a) Ensaio em concreto com aditivo PCE;
b) Ensaio em concreto com aditivo PCMV
1...,84,85,86,87,88,89,90,91,92,93 95,96,97,98,99,100
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