Revista Concreto & Construções - edição 86 - page 16

16 | CONCRETO & Construções | Ed. 86 | Abr – Jun • 2017
de dosagens que atendam às
condições anteriores
C. Acompanhamento da obra
u
Análise da metodologia de
execução (plano de concretagem)
em conjunto com o engenheiro
responsável pelo projeto estrutural,
o arquiteto e o construtor;
u
Verificação periódica dos
materiais empregados, do estado
de manutenção e operação
dos equipamentos de mistura,
transporte, lançamento e
adensamento, bem como dos
métodos de cura quanto à sua
eficiência;
u
Cuidados requeridos pelo processo
construtivo e pela retirada do
escoramento, levando em
consideração as peculiaridades dos
materiais (em particular do cimento)
e as condições de temperatura
ambiente;
u
Caso necessário, deverão
ser elaborados projetos
complementares de escoramento
e fôrmas;
D. Realização dos ensaios
u
Ensaios do concreto fresco e
endurecido, conforme plano de
amostragem previamente definido,
de acordo com a NBR 12655
e especificações de projeto;
interpretação dos resultados
obtidos nos ensaios; eventual
correção ou modificação das
recomendações iniciais, em face
da constatação de variações
das características dos materiais
empregados, dos equipamentos
e da eventual necessidade de
correção da avaliação inicial
feita sobre o
comportamento
da obra;
u
Fornecimento
de consulta aos
interessados no
que diz respeito
aos métodos
construtivos;
u
Fornecimento
de instruções e
acompanhamento
dos serviços
de reparo
do concreto,
na eventualidade de se verificar
falhas nos elementos estruturais
concretados;
u
Fornecimento de relatório técnico
sobre os serviços realizados,
resultados obtidos e eventuais
recomendações.
IBRACON
– P
orque
,
na
sua
opinião
,
o
ensaio
do módulo
de
elasticidade
é
pouco
realizado
,
que
é
uma
característica
fundamental
nas
estruturas
? P
or
ser
pouco
solicitado
,
seria
essa
uma
razão
de
em
várias
regiões
do
país
não
haver
nenhum
laboratório
que
faça
esse
tipo
de
ensaio
? O
que
fazer
para
tornar
esse
ensaio mais
comum
?
R
oberto
J
osé
F
alcão
B
auer
– Minha
primeira experiência com especificações
de módulo de elasticidade foi em
1977, no Metrô de São Paulo, no
estudo de dosagem do concreto a ser
aplicado nas vigas pré-moldadas do
elevado entre as estações da Praça da
Sé e do Parque Dom Pedro.
O projeto estrutural especificava
valores de resistência característica à
compressão e módulo de elasticidade
do concreto, sendo este último com
base na equação teórica (modelo de
previsão), constante da norma ABNT
NBR 6118 em vigor na época
(E = 21.000 x
2
fck
em kgf/cm²).
Os parâmetros eram fck
230 kgf/
cm², relação a/c
0,56 e módulo de
elasticidade de 318.500 kgf/cm².
O valor especificado do módulo
O VALOR ESPECIFICADO DO MÓDULO DE ELASTICIDADE
ERA SUPERESTIMADO. PROVAVELMENTE A EQUAÇÃO
FORA OBTIDA COM BASE EM RESULTADOS DE ENSAIOS
DE CONCRETO MASSA, USUAIS EM BARRAGENS
Ensaio de resistência à compressão diametral
em concreto
1...,6,7,8,9,10,11,12,13,14,15 17,18,19,20,21,22,23,24,25,26,...100
Powered by FlippingBook